sábado, 19 de março de 2011
Mulheres são maioria entre jovens fora da escola e do trabalho
Parte da população de 18 a 24 anos do País faz parte de um grupo que nem estuda nem trabalha. São cerca de 3,4 milhões de jovens que representam 15% dessa faixa etária. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra que as mulheres são mais afetadas por esse problema, muitas vezes em função da maternidade e do casamento.
Do total de jovens fora da escola e do mercado de trabalho, 1,2 milhão concluiu o ensino médio, mas não seguiu para o ensino superior e não está empregado. A proporção de jovens nessa situação aumentou de 2001 a 2008, segundo o Inep, e quase 75% são mulheres. Uma em cada quatro jovens nessa situação tinha filhos e quase metade delas (43,5%) era casada em 2008.
Para Roberto Gonzales, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estudo reflete que a desigualdade de gênero ainda persiste não apenas na diferença salarial, mas no próprio acesso ao mercado de trabalho. “Isso tem muito a ver com a divisão do trabalho familiar, seja doméstico ou de cuidados com o filho. É uma distribuição muito desigual e atinge em especial as mulheres, por isso você tem tantas meninas fora do mercado e da escola”, diz.
Entre as mulheres de 18 a 24 anos que estão na escola e/ou no mercado de trabalho, o percentual daquelas que têm filhos é cinco vezes menor. Segundo o estudo, os dados comprovam que “existe forte correlação entre casamento e maternidade e a saída, mesmo temporária, da escola e do mercado de trabalho observada para as mulheres”.
Uma vez que o processo de escolarização foi quebrado, o retorno aos estudos é bem mais difícil. Para Gonzales, esse afastamento do jovem do mercado de trabalho ou dos estudos pode não ser apenas uma situação “temporária”, como sugere o estudo. Um dos fatos que corroboram essa teoria é a queda da matrícula entre 2009 e 2010 nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), segundo dados do último censo escolar.
“A baixa escolaridade não é uma barreira absoluta ao mercado de trabalho, mas é um problema porque há a possibilidade de criar-se um círculo vicioso. A mulher não terá acesso a bons empregos que dariam experiência profissional e poderiam melhorar sua inserção no futuro”, alerta.
Gonzales afirma ainda que as políticas públicas precisam ser mais flexíveis e acompanhar os “novos arranjos” da sociedade para garantir mais apoio a esse grupo de jovens mães. “As pessoas costumam ter uma ideia mais tradicional de educação em que os pais provêm o sustento para que o filho termine a escolaridade, depois ele segue para o ensino superior e entra no mercado de trabalho. E, na realidade, esses eventos não acontecem necessariamente nessa ordem. Assim como temos muitos jovens casais, também temos famílias monoparentais chefiadas por mulheres com filho e isso, muitas vezes, abre espaço para outras trajetórias de vida”, explica.
Uma das estratégias básicas para garantir que a jovem consiga prosseguir com seus estudos ou ingressar no mercado é a ampliação da oferta em creche. Atualmente , menos de 20% das crianças até 3 anos têm acesso a esse serviço no país. “Essa é uma das principais barreiras alegadas pelas mulheres inativas”, indica Gonzalez.
Fonte: IG Educação
quinta-feira, 17 de março de 2011
Quebrando paradigmas
Quem ri por último é retardado.
Os últimos serão desclassificados.
Quem ama o feio é cego.
Quem cedo madruga, passa o dia todo com sono.
Há males que vêm para pior.
O pior cego é aquele que não usa bengala.
Deus escreve certo por linhas certas.
Quem dá aos pobres, adeus.
Alegria de pobre é impossível.
Em terra de cego quem tem um olho é caolho.
Quem não deve não paga.
Gato escaldado morre.
Devagar nunca se chega.
Em casa de ferreiro só tem ferro.
Antes tarde do que mais tarde.
Quem tudo quer tudo tem.
Boca fechada não fala.
Águas passadas já passaram.
Depois da tempestade vem a inundação.
Quem espera sempre cansa.
Pra quem sabe ler: pingo é pingo, letra é letra.
Professor: espécie em extinção?
Recentemente, segundo me disseram, foi fechada a última escola de datilografia de São Paulo. Quem não se lembra das famosas enciclopédias que ilustravam as bibliotecas de nossos pais? Hoje, transformou-se tudo em CD ou máquinas de busca (Yahoo e Google). O disco de vinil e o fax já são peças de antiguidade. Uma das maiores livrarias do mundo é virtual e se chama Amazon.com.
No ano passado, o Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais) realizou um estudo que projetou a carência de 250 mil professores da quinta à oitava série do ensino fundamental e de todo o ensino médio no Brasil.
Ainda segundo o Inep, nos últimos 12 anos, apenas 457 mil professores se formaram em cursos de licenciatura. Para uma demanda de 235 mil professores no ensino médio e 476 mil nas turmas de quinta à oitava série.
O que aconteceu com os futuros professores? Sumiram? O pessoal não quer mais ensinar? Entre as possíveis explicações, encontram-se duas mais prováveis. A primeira, respalda-se no explosivo crescimento de alunos matriculados nos ensinos fundamental e médio. Apenas neste último, o crescimento anual saltou de 545,3 mil, em 1985, para 1,7 milhão, em 2002.
A outra explicação para a falta de educadores está no fato, muito preocupante, de que os demais mercados de trabalho oferecem oportunidades muito mais estimulantes, e não apenas no aspecto financeiro. Com o conhecimento se transformando na moeda mais desejada pelo mercado, muitos futuros professores abandonam seus planos originais e encontram (ou são encontrados por) ofertas nunca imaginadas em outras paragens. Para se ter uma ideia, o mercado financeiro vem recrutando estudantes recém-formados nos cursos de Matemática e Ciências.
Além disso, outro estudo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) informa que metade dos professores brasileiros que estão trabalhando tem entre 40 e 59 anos. O quadro pintado sobre o futuro da educação é bem claro: os professores caminham para a extinção.
A tendência pode ser invertida? Acredito que sim. Como a equiparação salarial com as demais profissões ainda vai demorar para acontecer, ou seja, o aspecto financeiro continuará a ser um fator desestimulante, algumas soluções inteligentes e enriquecedoras para as escolas e seus alunos podem ser adotadas. Talvez, até permitam que profissionais não oriundos exclusivamente da licenciatura sejam fundamentais.
Vem dos Estados Unidos um exemplo que muito me chamou a atenção. O sistema educacional público americano resolveu “arrancar” mentes brilhantes e inovadoras dos mais diversos campos de atividade: finanças, advocacia, engenharia, marketing, fotografia, medicina. Teve gente até da Marinha!
O objetivo principal dessa estratégia é a melhoria da qualidade do ensino. É uma tentativa de “importar” as formalidades e o pragmatismo do mundo corporativo, entre outras práticas.
Outro detalhe que se destaca nessa nova forma de recrutamento de professores é a busca por pessoas idealistas – e esse é o ponto que mais me chamou a atenção. O sistema de ensino público norte-americano procura pessoas que entendam a educação como uma forma de buscar uma sociedade melhor. Muitos dos candidatos que se alistaram e conseguiram uma vaga trocaram carreiras promissoras e, claro, com melhores salários, por esse ideal. Lá, nas terras do tio Sam, a média salarial de um professor não é lá grande coisa. Está bem abaixo de muitas outras profissões, mas também não é tão cruel quanto a realidade tupiniquim. Fica entre 31 mil e 40 mil dólares anuais (um advogado recém-formado em uma boa universidade americana recebe pelo menos o dobro disso).
Acredite, caro leitor, a demanda pelas vagas oferecidas foi muito grande. Muitos profissionais de sucesso que estavam a repensar suas vidas se apresentaram. Já não buscavam somente a satisfação financeira. Queriam algo mais. Queriam poder participar e, de certa forma, influenciar na educação dos jovens de seu País. Queriam ajudar na formação de novos cidadãos.
Sinceramente, acredito que existam muitos brasileiros loucos para ensinar e melhorar este País. Muitos deles não são, necessariamente, professores, mas têm muito oferecer.
Júlio Clebsch, maio de 2003.
terça-feira, 15 de março de 2011
Assim nasce a poesia...
Concepção
Surge bem de mansinho...
Sem muita pressa
Fazendo pulsar mais forte
A minha veia de artista das letras.
Sem me pedir licença,
Vai ganhando vida em meu ser.
E quando dou por mim,
Já me tomou por inteiro.
De palavra em palavra,
De verso em verso,
Virando-me do avesso
Dou asas a minha imaginação...
E esta me faz contemplar
O Oasis dos imortais poetas.
No começo,
Antes mesmo de mostrar-se vindouro,
São só meros vocábulos
Que se fundem aos meus desejos intensos
De dar significado
Ao mais íntimo sentimento.
Ah, quanto tormento!
Só sei que aos poucos,
Estrofes ganham forma.
O ritmo que embala
Os meus versos
É fruto do inevitável encontro...
Do, por vezes, harmonioso desencontro
De minhas preciosas palavras.
Ah, quem me dera apenas surgissem
De um contentamento!
Mas sei também que a poesia
Feita em palavras
É minha pedra rara
Arduamente lapidada
Pela feitura de cada momento;
Seja repleto de alegria ou sofrimento,
Amor, ódio ou lamento,
Eis que vai dominando o meu pensar.
Se brotar da saudade,
O que antes era distância
A poesia há de aproximar.
Quando gerado da dor,
Penetra como droga bem fundo,
Cicatrizando as feridas,
Curando-me,
Revigorando-me,
Fazendo-me (re)nascer
Assim como este ganha vida.
Quando percebo,
Bem mais que de repente,
Já está pronto.
Nascido de mim
Em cada ponto.
Porém, inacabado
Para o deleite dos mortais.
Carlos Fabiano de Souza
segunda-feira, 14 de março de 2011
Dengue afeta desempenho escolar de crianças
Pesquisa da Universidade de São Paulo de Ribeirão Perto (USP) revela que a dengue não é só um problema de saúde pública, mas também compromete o desempenho escolar das crianças brasileiras.
O economista Daniel Roland cruzou dados das cidades infestadas pelo mosquito causador da doença, o Aedes Aegypt, com informações sobre a qualidade de ensino dos municípios. Concluiu que os locais assolados pela epidemia de dengue apresentam índices de educação até 6% mais baixos do que regiões não epidêmicas.
Para chegar às conclusões, Roland comparou as notas da Prova Brasil, avaliação do Ministério da Educação aplicada aos alunos de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental, com os registros de dengue monitorados pelo Ministério da Saúde.
“Para sinalizar o impacto da doença na educação, comparamos cidades muito parecidas economicamente e que tinham áreas semelhantes. As diferenças entre um local e outro basicamente era a presença da dengue”, explica.
Fonte: IG Educação
domingo, 13 de março de 2011
Minas Gerais é o melhor estado do Sudeste em Português e Matemática
Minas Gerais é o Estado do sudeste que possui o maior número de alunos de 5º e 9º ano do ensino fundamental com conteúdo adequado à sua série, segundo o relatório de monitoramento de metas da ONG Todos Pela Educação.
Quase 50% dos alunos do 5º ano (4ª série) mostraram desempenho suficiente em matemática – foram 49,6% frente a 45,6% de São Paulo e 40% do Espírito Santo e Rio de Janeiro. Em português, o rendimento foi acima da meta estabelecida – 51,5% para 45,7% esperado.
Já no 9º ano, os alunos se mostraram melhores em português e deixaram a desejar em matemática. Apenas 23,8% dos estudantes que concluíram a 8ª série apreenderam os conteúdos necessários da disciplina para ingressar no ensino médio.
O relatório mostra o Estado mineiro na liderança entre os seus vizinhos para atingir as metas educacionais estabelecidas pela ONG em parceria com o MEC (Ministério da Educação).
Mas essa liderança não significa números suficientemente bons. A velocidade do progresso na educação fundamental, assim como nos outros Estados do Brasil, é lenta em Minas. Segundo Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação, o Estado "está longe da meta, mas tem feito um bom trabalho”.
O ritmo da educação mineira segue o do Brasil - se o país continuar nessa velocidade, só vai ter 70% dos alunos com aprendizado adequado às suas séries em 2050, diz Priscila. Para acelerar o processo, o Todos Pela Educação apresentou suas cinco bandeiras baseadas nos resultados obtidos no relatório. Veja abaixo quais são:
- Alteração de currículo escolar;
- Valorização do professor;
- Responsabilização dos gestores dos investimentos na educação pelos resultados obtidos;
- Fortalecimentos das avaliações como indicadores;
- Melhorias na infraestrutura dos colégios.
Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br/
sábado, 12 de março de 2011
Minas Gerais – Alfabetização é exemplo
Mozart Ramos, presidente executivo do movimento, cita Minas Gerais como exemplo na alfabetização de crianças até nove anos.
- Costumamos dizer que em Minas toda criança tem um "chip" para saber se está sendo alfabetizada adequadamente. O Estado faz um trabalho belíssimo, um dos mais importantes. E não é à toa que os níveis de aprendizagem de lá vêm melhorando consistentemente.
A responsabilidade por esse crescimento, segundo Mozart, é a parceria da Secretaria Estadual de Educação com as secretarias municipais mineiras. O monitoramento do rendimento dos alunos por indicadores das cidades e do Estado facilita o ritmo em busca das metas.
Por isso, ele defende a aplicação de um indicador nacional de alfabetização infantil para crianças de até nove anos em todo o país. O exame, estudado pela ONG e pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), pode ser aprovado para fase pré-teste ainda neste semestre.
Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br/
sexta-feira, 11 de março de 2011
Conselho de Educação do Rio quer religião fora do currículo
Um parecer aprovado por unanimidade pelo Conselho Municipal de Educação (CME) do Rio de Janeiro pode frear a adoção do ensino religioso nas escolas públicas cariocas. Em reunião realizada no fim de fevereiro, o órgão responsável por acompanhar a política educacional do município decidiu que a religião não deve ser incluída no currículo das instituições locais, seja como disciplina obrigatória ou facultativa, "reafirmando o caráter laico da escola pública".
O texto foi publicado no Diário Oficial do município, provocando críticas de entidades católicas e evangélicas. A Arquidiocese do Rio alega que o ensino é um direito constitucional e defende aulas optativas para cada denominação religiosa. A Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil (Omebe) vai além: afirma que a decisão estabelece uma "ditadura do laicismo" e que pretende questionar o parecer.
Atualmente, as escolas municipais do Rio não oferecem ensino religioso em seus currículos. O parecer do CME se opõe à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96), que estabelece a religião como disciplina facultativa do Ensino Fundamental e se tornou alvo de uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão do órgão pode dificultar a inclusão do tema na grade curricular das escolas públicas cariocas – tema proposto pelo prefeito Eduardo Paes após sua eleição, em 2008.
Fonte: IG Educação
quinta-feira, 10 de março de 2011
Escolas como exemplo...
Há escolas que têm servido de exemplo para todas as demais. Elas só aparecem durante um curto período do ano e têm enchido os olhos não só de brasileiros, mas principalmente de estrangeiros. Estou falando das escolas de samba.
Apesar de toda pompa, não é só de samba no pé que vive uma escola – é preciso suar muito até chegar à avenida. Quem assiste às empolgantes apresentações, mal sabe o trabalho que dá organizar tudo: são necessários meses de antecedência para escolher o tema, o enredo e as coreografias, fabricar fantasias e enfeites e ensaiar bateria, passistas e foliões.
O desfile de cada escola é um trabalho quase que totalmente da comunidade. Muita gente trabalha duro, e quase o ano inteiro, para que o espetáculo de apenas uma noite saia conforme o previsto e traga o tão esperado campeonato.
Definido o enredo (a criação e a apresentação artística de um tema ou conceito) e escolhido o samba (a música que irá cantar o enredo proposto) é chegada a hora de colocar em prática o que foi proposto pelo carnavalesco e a direção de carnaval.
Nos barracões, a confecção das alegorias dita o ritmo dos carpinteiros, serralheiros, escultores e artesões... Nos ateliês, costureiras, bordadeiras e figurinistas dão forma às fantasias que darão asas aos sonhos dos foliões... E nas quadras e nas ruas, os componentes ensaiam exaustivamente para encontrar a perfeição entre a harmonia (o entrosamento entre o ritmo e o canto) e a evolução (a progressão da dança de acordo com o ritmo do samba que está sendo executado e com a cadência da bateria).
Imaginem agora as nossas escolas (estou falando das instituições escolares) com este mesmo pique. Nossa Comissão de Frente formada por pessoas bem preparadas para receber nossa comunidade (alunos e pais), tendo bons gestores, responsáveis por “puxar bem o samba-enredo” não o deixando “atravessar na avenida”, com alas de professores, orientadores pedagógicos e alunos fazendo bonito. Não faltando os adereços e as fantasias que darão o colorido ao espetáculo, a velha guarda cantando...
Podemos metaforizar à vontade, fazendo os possíveis paralelos entre as duas escolas, porém algumas perguntas podem ser levantadas:
- Será que enquanto instituição escolar, pensamos somente o processo em vez de focarmos no objetivo maior que é a preparação do aluno para o mundo?
- Estão faltando harmonia e entrega a maioria de nossos integrantes?
- Como que uma escola de samba com 4.000 pessoas consegue manter tanta sintonia e encantamento, enquanto que em pequenas instituições escolares o trabalho às vezes se torna tão difícil?
- Por que numa escola é só alegria enquanto na outra prevalece o tédio e a chatice?
- Por que eles que não recebem nada pelo trabalho têm tanta disposição e alegria, enquanto nós que recebemos (pouco, devo reconhecer!) vivemos sempre lamuriando e achando tudo sem graça?
Reconheço que as questões expostas são provocativas (e a intenção é exatamente essa!), mas as respostas ficarão por conta de cada um. Enquanto isso vamos imaginando o que podemos fazer após o período de folia, para que no final do ano letivo possamos colher os bons frutos de nosso trabalho. Pelo menos, em sala de aula, poderemos e deveremos fazer a grande diferença!
Deixo aqui "o meu pedido final: não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar...”
Prof. Erivelton R. Almeida
MEC fará ENEM para selecionar professores
A iniciativa do MEC é de criar a Prova Nacional de Concurso para Ingresso Nacional na Carreira Docente. Segundo eles, o exame vai ajudar municípios e Estados a selecionar melhor e de maneira mais barata professores para suas redes, mas alertam que ainda é preciso muita discussão para garantir o sucesso do novo modelo.
A ideia da prova, que deve ser aplicada pela primeira vez em 2012, é que o interessado em ser professor da rede pública faça o exame nacional e as redes estaduais e municipais usem os resultados quando precisarem preencher vagas. O Estado ou município que aderir poderá utilizar a prova do MEC para substituir o concurso local ou como uma fase da seleção.
Leia em:
Colaboração: Profa. Simone Peixoto
terça-feira, 8 de março de 2011
Alfabetização: 6 práticas essenciais
Conheça as ações para fazer toda a turma avançar, as características das atividades desafiadoras em cada um dos seis tópicos e os equívocos comuns.
1. Identificar o que cada criança da turma já sabe
2. Realizar atividades com foco no sistema de escrita
3. Realizar atividades com foco nas práticas de linguagem
4. Utilizar projetos didáticos para alfabetizar
5. Trabalhar com sequências didáticas
6. Incluir atividades permanentes na rotina
Para ler sobre cada tópico acesse: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/alfabetizacao-6-praticas-essenciais-letramento-618025.shtml
Colaboração: Profa. Maria Lúcia M. Gomes
segunda-feira, 7 de março de 2011
Dia Internacional da Mulher - 8 de Março
Mulher
Erivelton R. Almeida
Apesar de vivermos numa cultura falocêntrica, onde o macho se autointitula o "cabeça", temos que admitir:
– que apoiando essa "cabeça" existe um “pescoço” que o direciona – a mulher;
– que as mais belas e valiosas joias adornam “pescoços” e não “cabeças”;
– que basta um sorriso feminino pra que nossa "cabeça" se atordoe e se perca (ou se ache!!!);
– que, mesmo "tomando na cabeça", um rabo-de-saia sempre mexe com nossa "cabeça" (ambas);
– que o maior medo dessa “cabeça” é receber um adorno;
– que por mais nobre que seja qualquer "cabeça", ela foi acalentada, um dia, num colo feminino;
– que uma “cabeça” masculina é facilmente vencida por um “coração” de mulher;
– que atrás de um grande “cabeça”, existirá sempre preocupações e nunca uma grande mulher;
– que apesar da "dor de cabeça", é insuportável a vida sem vocês.
Finalmente, rendo-me à grandeza da alma feminina por saber que, por maior que seja um homem, ele, um dia, coube num ventre de uma mulher.
Obrigado, mulheres, pelo dom da vida!
Carnaval - Origem Etimológica
O Carnaval é, por excelência, o período mais festivo do ano. Nesta época, que antecede os 40 dias que compõem a Quaresma, tudo (ou quase tudo) é permitido. As pessoas saem à rua envergando máscaras que ocultam a sua identidade, vestindo trajes que escondem a sua personalidade e tomando atitudes muito diferentes das que são, geralmente, socialmente aceites.
O Carnaval, como o conhecemos hoje, tem a duração de três dias que vão do Domingo Gordo à Terça-feira Gorda. A quarta-feira seguinte, conhecida por Quarta-feira de Cinzas ou Entrudo (do latim, introitus, que significa entrada), simboliza a entrada no período da Quaresma, que antecede a Páscoa.
Sobre a origem da palavra, não há unanimidade entre os estudiosos. Há quem defenda que a palavra Carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Esta interpretação da origem etimológica da palavra leva-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma, uma pausa de 40 dias nos excessos cometidos durante o ano, excessos esses que incluem, segundo a religião católica, a alimentação. Assim, a Quaresma era, na sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos como a carne.
Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da Primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma e, posteriormente, entre os Teutões.
De qualquer forma, seja qual for a origem da palavra Carnaval, a verdade é que o seu conceito se fundiu completamente na sociedade. Brincar ao Carnaval é já uma tradição que poucos dispensam!
Fonte: http://www.educare.pt/
sábado, 5 de março de 2011
A origem do carnaval
O Carnaval é a festa profana mais antiga que se tem registro, provavelmente, com o sentido atual de folgança coletiva e inversão das posições sociais, já existe há mais de três mil anos. As suas raízes mais remotas encontram-se na Grécia Antiga, no culto a Dionísio, o deus da vindima, que mais tarde foi celebrado em Roma como Baco, espalhando-se para os países de cultura neolatina.
As Origens Primordiais da Festança
Dionísio, mais conhecido entre nós como Baco, era um deus bastardo para os pagãos. Perambulara por muito tempo pela Ásia Menor até que, conta a lenda, pelas mãos do sacerdote Melampo, introduziu-se nas terras gregas. Tornou-se um sucesso. Conforme as plantações de parreiras se espalhavam pelas ilhas da Grécia e pela região da Arcádia, mais gente o celebrava. Em todas as festas no campo ele se fazia cada vez mais presente. Por essa altura, já entronado como deus das vindimas, representavam-no como uma figura humana, só que de chifres, barbas e pés de bode, com um olhar invariavelmente embriagado.Consta que as primeiras seguidoras do deus Dionísio, há uns 3 ou 3,5 mil anos, foram mulheres que viram nos dias que lhe eram dedicados um momento para escaparem da vigilância dos maridos, dos pais e dos irmãos, para poderem cair na folia “em meio a danças furiosas e gritos de júbilo”, como disse Apolodoro, testemunha duma daquelas festas. Nos dias permitidos, elas, chamadas de coribantes, saíam aos bandos, com o rosto coberto de pó e com vestes transformadas ou rasgadas, cantando e gritando pelas montanhas gregas. Os homens, transfigurados em silenos e sátiros, não demoraram em aderir às procissões de mulheres e ao “frenesi dionisíaco”. A festança que se estendia por três dias, encerrava-se com uma bebedeira coletiva em meio a um vale-tudo pansexualista.
Nos primórdios do culto a Dionísio, as autoridades (as cortes, os sacerdotes e os ricos) não gostaram nada daqueles festejos malucos. Entre outras razões porque eram as vítimas favoritas das sátiras. Os festejos bacantes, como são sabidos, além de serem um teatralização coletiva da inversão de tudo, serviam como um acerto de contas do povo com os seus governantes. Ainda que metafórico e psicológico. Neles, o miserável vestia-se de rei, o ricaço de pobretão, o libertino aparece como guia religioso, e a rameira local posava como a mais pura donzela, machos reconhecidos vestem-se como fêmeas, e assim por diante. Dionísio brincalhão, irreverente e debochado, estimulava que virasse o mundo de ponta-cabeça.
Profa. Maria Lúcia M. Gomes
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