segunda-feira, 15 de abril de 2013

Infância e racismo


Segundo o Censo Demográfico 2010, do IBGE, das 737.681 crianças e adolescentes (idade até 17 anos) residentes no Distrito Federal, 58% (478.158) são negras (autodeclaradas pretas ou pardas).
Uma das causas das desigualdades sociais está na maior dificuldade de acesso da população negra à Educação nos anos iniciais de estudo. Na faixa de zero a três anos de idade, enquanto 20,8% das crianças negras frequentam Creche, nas crianças não negras o percentual é de 25,6%. Nas idades de quatro e cinco anos, enquanto 78,1% das crianças negras frequentam Escola, nas não negras 83,9%.
Os meninos negros de quatro e cinco de idade são os que apresentam maior dificuldade de acesso à Escola em relação à população não negra. Enquanto 76,2% desses meninos negros frequentam Escola, esse percentual chega a 84,3% nos meninos não negros. Outro indicador da desigualdade racial refere-se à significativa diferença entre o número de crianças nascidas de mães jovens negras e de mães jovens não negras.
O grupo de 15 a 19 anos é responsável por mais de 15,6% do total de nascidos vivos de mães negras, enquanto nas mães não negras esse grupo responde por 7,5% dos nascidos vivos. As causas externas são compostas por acidentes e violências. A população negra jovem é muito mais vulnerável a esse tipo de óbito do que a população não negra. Na população não negra de dez a 19 anos de idade, 53,3% dos óbitos ocorrem por causas externas. Já na população negra esse percentual chega a 80,7% dos óbitos.
Após criar o Disque Racismo, o GDF, por meio das Secretarias da Criança e da Promoção da Igualdade Racial, com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), lançou a campanha “Por uma infância sem racismo”, de modo a conscientizar a sociedade para a necessidade de se combater a discriminação racial desde a infância.
Fonte: Jornal de Brasília (BR)

Nenhum comentário:

Postar um comentário