quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Porque hoje temos muito a comemorar


Já dizia Jorge Luís Borges: o tempo é a mais urgente das questões. A frase vem bem a propósito do Dia do Professor, hoje, pois é sabido que, na realidade, atribuir unicamente aos governantes a responsabilidade pela adoção de uma política nacional de valorização dos Professores, especialmente aos que atuam em sala de aula, será mais uma perda de tempo que a sociedade não pode desperdiçar.
A tarefa é para todos nós, que acreditamos ser a Educação o principal caminho para o exercício pleno da cidadania, e os Professores o fio condutor desse processo que gera crescimento econômico e o desenvolvimento social de uma nação. Nossa responsabilidade social se revela no fortalecimento da Escola, na melhor organização do trabalho pedagógico e na busca de fortalecimento da carreira do magistério.
E como muito bem salientou Saramago, no Ensaio sobre a Cegueira, lembremo-nos que Dia do Professor é todo dia, assim como todo dia é dia de pensarmos, elaborarmos e sonharmos com o nosso fazer de maneira transformadora, para a construção de relações mais humanas.
A importância desta data comemorativa é inegável. Ela entrou no calendário pelo decreto imperial de 15 de outubro de 1827, assinado por Dom Pedro I. Neste ano, mais uma vez, a exemplo do que acontece há décadas, a imprensa poderá dar grande visibilidade ao assunto e colocá-lo novamente na agenda das decisões nacionais.
É fundamental que a Educação seja discutida séria e desapaixonadamente, e que os envolvidos na questão sejam ouvidos. A esperança está na capacidade de ressonância que o tema venha a ter junto à opinião pública, e na cobrança enérgica de providências oficiais.
A formação e o aperfeiçoamento dos Professores, com a consequente remuneração compatível com os padrões de dignidade, são providências que não podem mais tardar.
Marcelo Batista de Sousa, administrador e pedagogo, in: Diário Catarinense

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