quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ideal de Liberdade


Em resposta ao poema de nossa Heloísa Crespo, a poetisa Carolina (Santos-SP) responde com um belíssimo soneto.

Ah! Se a vida fosse uma poesia, todos seríamos poetas, e nessa  até os nossos conflitos seriam verdadeiros poemas.








Libertas Quae Sera Tamen 
                          Carolina Ramos  
Se as pedras de Ouro Preto ao mundo revelassem
a historia da Verdade, ainda agora obscura,
muitas bocas, talvez, contritas se calassem,
em reverência à dor, pondo fim à procura.

Mártir da Liberdade – o Alferes! E os que tracem
seu altivo perfil, sem usar tinta pura,
pasmariam se a voz das pedras lhes falassem
do Herói que não morreu... pois seu nome perdura!

Que fascínio invulgar, audaz se multiplica
nas esquinas sem luz, nos becos silenciosos
das noites de luar da antiga Vila Rica!

Libertam-se as paixões! Sonhos Inconfidentes!
E os sussurros leais de vultos misteriosos,
mantém acesa a flama e o Ideal de Tiradentes!

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